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Seleção de handebol pega Suécia, Hungria e Macedônia no Pré-Olímpico

A Seleção Brasileira Masculina conheceu neste domingo seus adversários do torneio Pré-Olímpico. A equipe tem difícil chave e enfrenta Hungria, Macedônia e Suécia, entre os dias 6 e 8 de abril. Os dois primeiros colocados do grupo garantem vaga nas Olimpíadas de Londres-2012.

Dona da casa, a Suécia deve ser o adversário mais complicado do Brasil , já que a equipe é a segunda colocada do ranking mundial. Já a Hungria aparece na sétima colocação da lista. A Seleção, dona da 26ª posição, teve ter confronto mais fácil contra a Macedônia, 32ª colocada.

"São três times muito fortes. Mas a Suécia vai jogar em casa e tem um elenco jovem. Então, pode ser o mais complicado para nós", disse o técnico Javier Cuesta. "Vamos trabalhar para dar o nosso melhor, independentemente de quem esteja do outro lado", completou.

A Seleção Brasileira disputa o Pré-Olímpico por não ter conseguido a vaga direta nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Na ocasião, a equipe foi derrotada na final pela Argentina, que garantiu a classificação e se juntou a Grã-Bretanha, França, Coreia, Tunísia e Dinamarca, já com lugar em Londres-2012.

Os treinos do Brasil para a competição devem começar no dia 25 de fevereiro. "Estão previstas duas fases de concentração, uma no fim de fevereiro e outra em março, mais perto do Pré-Olímpico", adiantou o treinador.
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Bruno Souza adia a aposentaria e volta à Seleção Brasileira de Handebol

Bicampeão pan-americano, jogador é convidado pelo técnico da equipe nacional para a fase
de preparação visando ao torneio Pré-Olímpico


Após uma conversa com o técnico Javier Garcia Cuesta, o armador Bruno Souza, voltou a ser convocado para seleção brasileira de handebol. Ele integrará a equipe que irá se preparar para o Pré-Olimpico, última chance de carimbar o passaporte para os Jogos de Londres. Em fase final de recuperação de uma cirurgia no joelho direito que o tirou do Pan de Guadalajara, Bruno deve intensificar seus treinamentos para se reapresentar ao grupo da melhor maneira possível no dia 26 de fevereiro. Durante 10 dias, Bruno terá a chance de mostrar que está em condições para a disputa do torneio.

- Estou em treinamento físico pesado nos próximos 30 dias para que o joelho responda aos comandos dentro de quadra. Acompanhem e continuem torcendo, pois enquanto houver a mínima chance, estaremos lá em busca de mais um sonho olímpico. Jogo na seleção brasileira há mais de 12 anos e sempre foi um motivo de orgulho estar no grupo. Espero estar em condições e poder ajudar a equipe na conquista desta vaga para Londres, mesmo sabendo que o Pré-Olímpico será de um nível muito elevado - disse.

Na última semana, o jogador ainda tratava seu futuro como incerto, principalmente após o convite do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para fazer parte do projeto que atenderá atletas que estão próximos a encerrar as atividades competitivas para assumirem novas atividades profissionais na área esportiva.

- A aposentadoria vai esperar um pouco mesmo. A todos que torcem por mim, que curtem as notícias e o meu trabalho, mais uma vez estendo a mão em prol do esporte que tanto amo e atraso um pouco essa nova vida administrativa.
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Europeus entram no caminho da seleção masculina rumo à Olimpíada de Londres

Três países europeus serão os rivais da Seleção Brasileira Masculina de Handebol de 6 a 8 de abril, no torneio classificatório para a Olimpíada de Londres. Os adversários e também o local que receberá as partidas do pré-olímpico só serão definidos após o término do Campeonato Europeu, no dia 29 de janeiro.

Serão 12 equipes divididas em três grupos para disputar seis vagas nas Olimpíadas (as duas melhores de cada chave se classificam). O Brasil, prata no Pan de Guadalajara, no ano passado, está no Grupo 2, com três europeus. Os confrontos terão como sede Suécia ou Espanha. A Chave 1 terá três europeus e um africano, que será conhecido após o fim do Campeonato Africano, no próximo dia 21. O Grupo 3 conta com Croácia, Japão, Chile e um europeu.

"Possivelmente, nossa chave será a mais difícil. Mas temos de fazer o melhor trabalho possível. Vamos dar o máximo para tentar conquistar a vaga olímpica. Nossos pontos fortes são, principalmente, defesa e contra-ataque e podem fazer a diferença", comentou o treinador da Seleção Brasileira, Javier Garcia Cuesta.

Quatro seleções já estão classificadas para os Jogos Olímpicos de Londres, que começam no dia 27 de julho e terminam em 12 de agosto: Grã-Bretanha (país-sede), França (campeã mundial), Coreia do Sul (campeã asiática) e Argentina (ouro no Pan de Guadalajara). Outras duas vagas diretas serão dadas aos vencedores dos campeonatos Europeu e Africano.
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Seleção Feminina abre temporada contra a campeã mundial

Depois do quinto lugar inédito no Mundial, a Seleção Brasileira Feminina de Handebol volta às quadras para enfrentar a Noruega, que conquistou o ouro na competição disputada em dezembro, em São Paulo. As equipes farão dois amistosos em Londres em março, as datas ainda não foram definidas, dando início à fase de preparação para as Olimpíadas, que também serão na capital inglesa.

O Brasil garantiu vaga nos Jogos Olímpicos com o título dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro. As norueguesas também já entraram no Mundial com vaga assegurada, por terem sido campeãs europeias em 2010. O país escandinavo é o atual campeão olímpico, além de tetracampeão continental.

"Vai ser muito bom conhecer o local onde serão realizados os jogos de handebol nas Olimpíadas. E o fato de jogarmos contra um adversário tão forte, campeão olímpico e mundial, será um ótimo teste", destacou o técnico da Seleção Brasileira, o dinamarquês Morten Soubak.

Após os amistosos, o planejamento de Morten Soubak é comandar, em abril, uma nova etapa de treinamentos na Europa, continente onde atuam 13 brasileiras das 16 que disputaram o Mundial. Só em junho, quando as competições europeias param, os treinos ocorrerão no Brasil.

"As equipes e seleções da Europa terminam a temporada em maio, e as jogadoras ficam cansadas, querendo tirar férias. Mas, como as Olimpíadas começam no fim de julho, haverá tempo para elas descansarem e, ao mesmo tempo, fazermos uma boa preparação", completou o treinador.

Seleção Brasileira que disputou o Mundial

Jogadoras que atuam na Europa

Goleiras: Chana Masson (Randers, da Dinamarca) e Bárbara Elisabeth Arenhart, a Babi (Hypo, da Áustria)
Armadoras: Mayara Fier de Moura (Mios Bigamos, da França), Ana Paula Rodrigues (Hypo), Francine Camila de Moraes (Hypo), Deonise Fachinello Cavaleiro (Itxaco, da Espanha), Eduarda Idalina Amorim, a Duda (Gyor, da Hungria) e Silvia Helena Pinheiro (Hypo);
Pontas: Alexandra Priscila do Nascimento (Hypo), Fernanda França da Silva (Hypo) e Samira Pereira da Silva Rocha (Hypo);
Pivôs: Daniela Piedade, a Dani (Hypo), e Fabiana Diniz, a Dara (Bera-Bera, da Espanha)

Jogadoras que atuam no Brasil

Ponta: Jéssica da Silva Quintino (A.D. Blumenau);
Armadora: Moniky Karla Novais Bancilon (Metodista/São Bernardo);
Pivô: Alessandra Medeiros (ADC Santo André)
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Atletas da Seleção de Handebol fazem jogo beneficente em Aracaju

Atletas sergipanos de handebol realizarão no próximo domingo, 15, o primeiro Handebol Sergipano Beneficente (HSB) um jogo em prol da Ação Solidária Almir do Picolé. A partida, que terá participação de atletas da Seleção Brasileira de Handebol, que foi campeã no Pan Americano de Guadalajara, acontecerá às 15h no Sesc Centro, que fica na Rua Senador Rollenberg no bairro São José.

O ingresso do jogo será a doação de um quilo de alimento e o público irá concorrer a uma camisa oficial da seleção brasileira de handebol, autografada pelas campeãs do último Pan Americano.

O jogador Lucas Coelho, idealizador do jogo, conta que a ideia de realizar o evento já existe há dois anos, mas o jogo nunca foi realizado por conta da falta de incentivo. Para Lucas, além de ajudar a creche de Almir do Picolé o jogo serve para mostrar aos atletas sergipanos que não é impossível conseguir destaque no esporte. “Queremos mostrar que não é impossível conquistar o sonho de ser atleta profissional fora do estado. Todos pensam que é uma realidade distante, mas se nós conseguimos outros também podem”, diz o atleta.

Vários esportistas sergipanos estão em outros estados. É o caso de Moniky Bancilon, que treina em São Bernardo e que conseguiu o campeonato no Pan de Guadalajara. Moniky relata a dificuldade em ser um esportista em Sergipe. “A triste realidade é que para progredir no esporte o atleta precisa sair de Sergipe. Não temos campeonato e falta dinheiro a nossa federação”, protesta a atleta, que enfrentou sérias dificuldades para conseguir chegar à seleção brasileira.

“Minha família teve que vender a casa em que morávamos para eu conseguir ir para São Paulo, isso prova que não contamos com apoio”.

Realidade diferenciada

Em uma comparação, Moniky descreve como é o quadro que ela encontrou na cidade paulista de São Bernardo. “Os ínidices de criminalidade lá são baixíssimos e isso porque as universidades e mesmo o poder público incentivam e financiam o esporte. Sou testemunha de muitas vidas que foram salvas por meio do esporte”, pontua a jogadora.

Convite

Os atletas que estão à frente da partida beneficente lembram que além de ajudar ao trabalho social da creche de Almir do Picolé, o evento tem como objetivo promover o esporte em Sergipe e lembrar à sociedade a importância de apoiar as práticas de modalidades esportivas. “Quem quiser e puder ajudar está convidado, não receberemos dinheiro, apenas os alimentos, que também podem ser levados diretamente à instituição”, reforça Moniky Bancilon.

Os atletas finalizam com a expectativas de que as últimas conquistas do handebol e a vinda dos Jogos Olímpicos para o Brasil em 2016 possam contribuir para a disseminação do esporte no país e por conseguinte, no maior incentivo aos atletas. Os organizadores têm intenção de realizar mais edições do HSB e dessa forma ajudar a mais instituições sergipanas.
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Mudanças nos jogos e nas condições para participação nos Jogos de Minas 2012

Foi publicada ontem, 03/01/2012, a primeira nota oficial nº001/2012 do Programa Minas Olímpica/Jogos de Minas 2012, que trás esclarecimentos quanto as mudanças realizadas nos Jogos como também apresenta as novas condições de participação ente ano.

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"Missão impossível" divide opiniões na seleção de handebol masculino

Diante das dificuldades, técnico cogita não disputar Pré-Olímpico; presidente da CBHb acredita na classificação

Após falhar no objetivo de faturar a medalha de ouro no Pan-Americano de Guadalajara e garantir, consequentemente, a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, a seleção brasileira de handebol masculina terá, no Pré-Olímpico da Espanha, a missão, considerada por muitos como impossível, de conquistar a sonhada vaga. Enquanto o treinador da equipe, o espanhol Javier García Cuesta, acena com a possibilidade de não disputar a competição; o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, acredita fielmente na classificação.

- Claro que vai ser mais difícil do que no Pan-Americano de Guadalajara, mas não é uma tarefa impossível. Eu acredito perfeitamente que podemos nos classificar. Não vai faltar apoio para que nosso objetivo seja alcançado – disparou Manoel, demonstrando bastante confiança em suas palavras.

Para a disputa do Pré-Olímpico, que será realizado na Espanha, de seis a oito de abril, o Brasil tem como adversárias a seleção anfitriã (terceira colocada no último Mundial), a Islândia e outro país, que será definido no Campeonato Europeu, em janeiro. Diante das dificuldades iminentes, Javier Cuesta, durante participação no 1º Fórum de Debate para Desenvolvimento do Handebol Brasileiro, realizado nos dias 10 e 17 de dezembro, na UniFMU, em São Paulo, pediu uma preparação longa para a competição. Caso não, uma das alternativas seria abdicar da participação.

- Tentávamos a vaga olímpica pelo Pan, mas fracassamos. Agora, temos três possibilidades: realizar uma longa preparação começando em janeiro, juntar o time dez dias antes das partidas ou então nem vamos, porque nossas chances são mínimas. É necessário tomar algumas decisões, mas eu gostaria muito de poder realizar uma longa etapa de treinos – disse Javier.

Para o desejo do treinador espanhol ser realizado, os clubes teriam que apoiar a seleção novamente, abrindo mão de seus principais atletas por um longo período de tempo. Ao lembrar a preparação da equipe visando ao Pan de Guadalajara, o presidente Manoel Luiz Oliveira garantiu que, novamente, não faltará nada para Javier Cuesta. Na visão do mandatário da CBHb, a seleção realizou sua melhor preparação da história. Além disso, os clubes foram muito importantes no processo, ao liberar os jogadores para ficarem exclusivamente com a seleção.

- Atendemos a todos os pedidos da comissão técnica, fizemos 15 jogos internacionais na caminhada para o Pan. Tínhamos tanta certeza de que a seleção masculina venceria em Guadalajara que o plano B foi deixado de lado. Ele existia, mas sinceramente, achávamos que não seria necessário. Então, estava um pouco esquecido. Agora, vamos tentar fazer tudo o que o Javier precisar – revelou o terceiro e atual presidente da confederação.

Preparação para Guadalajara muito citada


Na questão da liberação dos atletas, Manoel voltou a falar da preparação visando ao Pan e alertou para o cansaço, além da necessidade de tratar lesões.

- Os jogadores tiveram um ano de 2011 muito cansativo. A preparação para o Pan foi intensa e, quando eles voltaram, tiveram que se apresentar aos seus clubes para a fase final da Liga Nacional. Agora, eles estão com suas famílias para as festas de final de ano e precisam descansar. Além disso, há aqueles que estão lesionados e precisam se tratar – disse.

Em caso de não conseguir a classificação, o ciclo olímpico estaria quebrado e Javier Cuesta deixaria o comando da seleção brasileira. O presidente tentou disfarçar com elogios, mas deixa claro que o contrato vai até o fim deste ciclo.

- Ele (Javier Garcia Cuestra) é muito competente e temos uma boa relação. Mas não podemos negar que o resultado foi ruim. Claro que eu fiquei decepcionado por não termos conquistado o ouro em Guadalajara, mas nada acabou. O contrato dele é até o fim do ciclo olímpico. Não posso saber o que vai acontecer depois, mas o término do vínculo do Javier é até o fim deste ciclo – disse, sem conseguir esconder que ainda existe um sentimento de tristeza pela derrota para a Argentina na final do Pan de Guadalajara.
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Equipe brasileira terá 38 competições em 2012

O handebol brasileiro vai participar de 38 competições no ano que vem. No calendário de eventos organizado pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), são 23 torneios nacionais - 22 para todas as categorias nas quadras e o Campeonato Brasileiro de Handebol de Areia - e 15 campeonatos internacionais - 12 para as seleções, um torneio pan-americano de clubes, além de um pan-americano e um mundial na areia. E, em meio a tantas competições, a expectativa é de um bom ano para o esporte.

"O ano de 2011 foi melhor que 2010 e 2012 com certeza vai superar 2011", disse o presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira. "No Brasil, esperamos fazer a melhor Liga de todas. Estamos no aguardo de um projeto que nos permitirá ter 12 equipes nas ligas masculina e feminina ", completou o dirigente.

Neste ano, a Liga Nacional teve sete times masculinos e sete femininos. A competição será o primeira da temporada 2012, iniciando em abril e terminando em dezembro - as datas ainda não estão definidas. As etapas do Campeonato Brasileiro de Handebol de Areia começam em agosto.

Na agenda internacional, a abertura fica por conta do Campeonato Pan-Americano de Handebol de Areia, que será no Uruguai, entre os dias 26 e 29 de fevereiro, para homens e mulheres. Em julho, na Croácia, ocorre o Mundial Masculino e Feminino da modalidade. Nos ginásios, o Brasil organiza o Pan-Americano Juvenil Masculino, torneio que ocorrerá em outubro, em Aracaju (SE). Destaque também para os Jogos Olímpicos de Londres, entre julho e agosto - a Seleção Feminina já está classificada - e para o Torneio Pré-Olímpico Masculino, que será em abril em país a ser definido.

"Temos uma expectativa muito positiva com as seleções, inclusive com a masculina,
que esperamos que se qualifique para as Olimpíadas. Queremos buscar as melhores posições no calendário internacional", acrescentou Oliveira.

Centro de Desenvolvimento - A Confederação também vai inaugurar em 2012 o Centro Nacional de Desenvolvimento, complexo esportivo voltado para o handebol em São Bernardo do Campo (SP). O Centro terá um ginásio e uma quadra auxiliar - ambos nos padrões da Federação Internacional de Handebol (IHF) - , alojamento para 120 pessoas, academia, refeitório etc.

"É o nosso grande sonho. A partir daí, o handebol será outro. Vamos poder treinar até quatro seleções simultaneamente, além de gestores, técnicos, professores, enfim, toda a gama de profissionais do handebol e, principalmente, nossos atletas", explicou o presidente da CBHb.
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Mundial despertou interesse do público brasileiro pelo esporte

O saldo do Mundial Feminino de Handebol foi muito positivo para o Brasil. Essa é a visão do presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, ao analisar a competição, disputada em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santos e Barueri entre os dias 2 e 18 de dezembro. A Seleção Brasileira ficou na quinta posição, a melhor participação na história dos Mundiais. A campeã foi a Noruega, que bateu a França na final.

"Mostramos para o Brasil e para o mundo que o nosso handebol tem qualidade. A equipe jogou nove partidas, ganhou oito, conseguiu uma posição histórica e ainda tivemos a melhor goleira do campeonato (Chana Masson), que também foi escolhida pelo Comitê Olímpico Brasileiro como a melhor atleta do handebol no ano. Para nós, foi extremamente positivo. Foi importante não só para o Brasil, mas para as Américas, que receberam pela primeira vez um campeonato adulto indoor. Isso trouxe uma repercussão excelente", disse Manoel.

Segundo Manoel, o Mundial Feminino foi o maior evento já organizado pela CBHb.

"Supera, e muito, tudo o que fizemos antes, mas nos preparamos para isso", afirmou. A Confederação já havia realizado o Mundial Júnior Feminino (1995, em Aracaju), o Mundial Júnior Masculino (2003, em Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu) e os Mundiais Adultos Feminino e Masculino de Handebol de Areia (ambos em 2006, no Rio de Janeiro).

O futuro do handebol brasileiro é promissor, de acordo com o presidente. Ele enfatizou que a presença de público nos jogos do Brasil demonstra que, aos poucos, a modalidade vai ganhando força. Além disso, aposta que a quinta posição - antes, o melhor resultado havia sido o sétimo lugar em 2005, na Rússia - vai contribuir para o desenvolvimento do esporte no País.

"Para ter patrocinador, mídia e público, você tem de ter resultado, formar ídolos. E tudo isso eu creio que foi conquistado no Mundial. A mídia brasileira despertou para o handebol e descobriu que o Brasil é competitivo. As atletas foram idolatradas por quem assistiu aos jogos. Com certeza, tudo isso dará contribuição muito importante para que surjam novos praticantes e patrocinadores."

Com a experiência adquirida, Manoel acredita que a CBHb poderá ajudar na organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

"Lá, serão muitos campeonatos mundiais ao mesmo tempo. Com certeza, o Mundial Feminino nos deixou um legado positivo para nos aperfeiçoarmos e corrigirmos o que erramos e ainda ajudar nossas equipes a serem vencedoras."

A expectativa do dirigente é de que o Brasil suba ao pódio nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

"No Mundial, as chaves são mais difíceis. Esperamos voltar de Londres com medalha", confirmou.

Segundo Manoel, além da boa participação das equipes em Londres - a masculina ainda não tem vaga garantida e vai disputar o Pré-Olímpico - um dos objetivos em 2012 é a inauguração do Centro Nacional de Desenvolvimento, em São Bernardo do Campo, para servir de base para as seleções e para treinar gestores, professores e preparadores físicos, entre outros profissionais.

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Acertos e erros do mundial de handebol feminino

Jogadoras da Noruega comemoram a entrega do troféu de campeãs mundiais no Ibirapuera

O encerramento do 20º Mundial feminino de handebol neste domingo, que viu a consagração da Noruega, ao faturar no Ginásio do Ibirapuera seu segundo título da história (o primeiro veio em 1999), traz consigo o momento ideal para se fazer um balanço sobre o que de bom e ruim aconteceu durante o evento, que nos últimos 16 dias movimentou ginásios em São Paulo, Barueri, São Bernardo do Campo e Santos.

A) A melhor coisa, sem dúvida, foi a participação da seleção brasileira. Se no continente americano a equipe é soberana – conquistou o tetracampeonato pan-americano em Guadalajara no mês de outubro -, o mesmo não ocorre no cenário mundial, quando ainda está longe das grandes forças. Por isso, o quinto lugar conquistado neste domingo, com uma incrível vitória por 36 a 20 sobre a Rússia, bicampeã mundial, precisa ser muito festejado. Foi o melhor resultado do Brasil na história;

B) Da mesma forma que fez história ao derrotar as desmotivadas russas (isso não importa, diga-se de passagem, se elas jogaram de freio de mão puxado é problema delas), o Brasil conquistou três resultados altamente expressivos ao longo do torneio: uma vitória de virada sobre a vice-campeã mundial França, depois de estar perdendo por seis gols de diferença, e triunfos sobre tradicionais escolas europeias, Romênia e Croácia. Ainda fez um jogo parelho com a Espanha (medalha de bronze no torneio) nas quartas de final, sendo eliminada somente após sofrer um gol nos 15 segundos finais;


Chana Masson foi eleita a melhor goleira do Mundial de handebol

C) O torneio ainda viu o Brasil terminar com a melhor goleira (a incansável e carismática Chana Masson) e a artilheira do Mundial (Alexandra Nascimento, com 57 gols);

D) Agora, vamos aos problemas. O principal deles foi a falta de divulgação. Além da imprensa e dos vizinhos dos ginásios onde os jogos foram disputados, praticamente ninguém sabia que um Mundial de handebol estava acontecendo em São Paulo. Ginásios às moscas em todos os jogos, mesmo os do Brasil, recebendo um pouco mais de público nas partidas que reuniam países tradicionais da modalidade, como Suécia, Dinamarca, Noruega. A partida final foi a que teve o melhor público (cerca de 6 mil pessoas);

E) A venda de ingressos foi uma tremenda confusão, com funcionários dando informações desencontradas ao público. Este problema gerou uma bela crise entre os cartolas da IHF (Federação Internacional de Handebol) e o comitê organizador do torneio;

F) O Brasil quase foi protagonista de um vexame internacional, porque o evento deveria ter ocorrido originalmente em Santa Catarina. Mas divergências políticas entre o governo catarinense e a CBHD (C0nfederação Brasileira de Handebol) fez o estado desistir de sediar a competição. Por sorte, São Paulo aceitou receber o evento, mas isso também não impediu de ocorrer problemas. Na sexta-feira, dia 2/12, horas antes da abertura do Mundial, com o jogo entre Brasil e Japão, funcionários ainda arrumavam as instalações do Ibirapuera, acertavam detalhes da quadra e estrutura para a imprensa. Lamentável;

G) Apenas um canal, o Esporte Interativo, que é transmitido em UHF, na internet e em algumas operadoras de TV a cabo, transmitiu os jogos. Faltou competência à CBHd (Confederação Brasileira de Handebol) tentar negociar os direitos com mais uma emissora. Para um esporte que ainda luta para deixar de ser desconhecido, este tipo de divulgação era fundamental;

H) Falta de coerência e também de força política do Brasil, ao deixar que a definição do 5º lugar, contra a Rússia, neste domingo, fosse disputado às 9h da manhã deste domingo, antes do jogo que decidiria o 7º lugar, entre Angola e Croácia. Isso sem esquecer que neste mesmo horário, jogavam Barcelona e Santos, pelo Mundial de Clubes da Fifa. Nem 1.000 pessoas estavam no Ibirapuera naquele horário;

O Mundial feminino de handebol foi um torneio muito bacana. Pena que pouca gente ficou sabendo. Que os dirigentes brasileiros aprendam com os erros cometidos, para que a lista de acertos em um próximo evento fique muito maior.
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